Às vezes palavras não são suficientes pra descrever um sentimento que nem se sabia da existência, apenas ouvira falar em filmes e livros.
Atos às vezes também não são suficientes quando se tenta expressar o tamanho da gratidão que se têm pela pessoa que despertou esse sentimento.
Sabe quando a saudade é sem medidas, aí o coração aperta, os olhos molham, o suor vem às mãos, e a cabeça só consegue focar em uma coisa? Sabe quando todos os outros viram apenas lembranças, e a única coisa que faz sentido é aquele cheiro já tão familiar e tão necessário? Sabe quando um toque faz com que a pulsação diminua, o choro já não se torne sufocante, e o abraço acalma, acalenta, acolhe, e te faz sentir segura? Sabe quando vem aquele ódio, aquela angústia por não conseguir dizer nada, saber dizer, mas não conseguir, porque a vergonha de saber que nada daquilo é suficiente é maior? Apesar da vergonha de se expressar que sempre teve?
Tudo isso foi pra dizer que amo. Amo! Sem vergonhas, sem preconceitos, sem explicações, satisfações, apenas amo do jeito que se tem que amar, com o corpo, a alma, o coração, do jeito que a inocência e inexperiência no assunto me permitem. Amo sem consguir um final pra um desabafo romântico.


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Eu ria sozinha, ofegando, sem ar, mas ainda ria. Sentia meus dedos dormentes te segurando, mas ainda estava agarrada a você. Minha cabeça rodava, me sentia inebriada, mas ainda podia sugar todo seu cheiro. Os lábios inchados, vermelhos, dormentes, mas eu ainda te beijava desesperadamente. Meu corpo todo não parecia pertencer a mim, parecia flutuar, e eu ainda podia te sentir sobre mim, sua língua, sua boca, nossas carnes. Eu já não podia pensar, mas ainda podia ouvir te dizendo ‘eu te amo’ seguido da risada cafajeste que eu tanto gosto no meu ouvido, sem conseguir acreditar que eu era sua agora definitivamente, e pra sempre.

FIM

Pen. Sag



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COMO A FALTA DE TEMPO ANDA APARENTE NESTE BLOG, HOJE PUBLICO UM TEXTO ESCRITO JUNTO COM IVY NUMA MANHÃ COM AQUELES ROTINEIROS 50 MINUTOS DE ÓCIO.

Você chega com seu ar desleixo, de descaso. Eu olho para o lado e disfarço. Porque você me faz sentir nua. Começo a remexer na bolsa para fingir que nem te vi.

Entro no elevador, você entra junto e me provoca. Sua cara de cafajeste me atrai e você tem um cheiro tão bom. Sinto minha respiração ficar ofegante e te olho nos olhos, mas meu coração parecia bater tão forte que me mantinha grudada ao chão.

Você trava o elevador (eu sei o que vai acontecer, eu quero que aconteça!). Você se aproxima me prende na parede fria. Sua boca parecia tão segura quando se encontrou com a minha que eu senti todo o nervosismo se esvaindo.

Posso sentir todas as curvas do seu corpo, e você contorna o meu ao mesmo tempo em que eu arranco sua camisa. Seus braços desesperados puxam minhas coxas e colocam-nas em volta da sua cintura, os meus braços desesperados o puxavam cada vez mais para mim. Você é quente, me deixa em chamas, eu me deixo levar pelo desejo.

Você me tem fácil demais. Toda vez é assim.

E então você destrava o elevador, nós dois nos separamos. As portas se abrem você da um passo para fora, mas eu não posso te deixar ir. Seguro sua mão, você vê o meu olhar desesperado e sorri, me puxa pela cintura e as portas se fecham.



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Por todas as vontades reprimidas, vergonhas passadas, foras e beijos não controlados.
Por todos os momentos hilários, mãos suadas, amigos idiotas.
Por todo o tempo perdido, indiretas não captadas.
Por todas as frases bobas, românticas, safadas, tolas, chatas.
Por todos dos dia com saudade.
Por todos os sonhos interrompidos.
Eu faria tudo de novo, por você, com você.



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Beija meu pescoço, que é meu ponto fraco.
Morde minha orelha, me diz as coisas certas.
Me segura pela cintura, pelos cabelos, ri aquele riso cantante de cafajeste.
Alisa minha perna, contorna as curvas do meu corpo com sua mão quente.
Acaba com essa saudade e essa vontade de você que estão me consumindo, enquanto você beija meu pescoço, que sabe que é meu ponto fraco



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O dia em que eu descrever nossas cenas, amor, não caberá nessa página branca. Não cabe em 1024 caracteres iniciais, não cabe dentro do meu coração, que dirá nessa página branca.
Você sabe o que dizer, sabe fazer direito o que tem que fazer, sabe ser o genro e o neto perfeitos.
Mas, comigo, toda a imperfeição é o melhor.
Desde a mordida na orelha, a barba por fazer, ao puxão no cabelo e os calos dos dedos, eu te amo por inteiro. Dos arrepios no meu braço a minha timidez vermelha. Das conversas sem palavra nenhuma às declarações mais sinceras. Como você mesmo diz, 'tem coisas que são inexplicáveis entre a gente'.


Desculpas pelo texto ruim pra tentar expressar algumas coisas inexplicáveis.


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DA URGÊNCIA

DECIDI PUBLICAR UM CONTO ESCRITO UM POUCO ANTIGO. SEM CONCLUSÕES PRECIPITADAS, AQUI VAI DA URGÊNCIA

Eu cheguei e você me dirigiu um olhar de fome. Nos cumprimentamos formalmente pois o recinto estava cheios com nossos amigos. Ficamos por ali um tempo mantendo certa distância sem nos dirigir diretamente a palavra. Como combinado, após um tempo eu digo que preciso usar o banheiro. Você aguarda um pouco e depois me segue

-Oi!-eu digo com urgência-E agora?

Você abre para mim o sorriso mais perfeito e malicioso (o sorriso que eu tanto gosto). Então, sem pensar, eu me atiro em seus braços que me envolvem no ato e busco tua boca. O beijo mais urgente e mais ardente já recebido. Suas mãos analisam meu corpo e então eu me entrego ao seu toque e me perco em você! "Já não tem volta!", eu penso, "eu já sou sua!"

E nós nos buscamos e consumimos com urgência. Precisávamos um do outro havia tempos!

Extasiados, voltamos para a companhia de nossos amigos, tentando disfarçar o ocorrido, mas nossos rostos e olhos nos entregam. Minha respiração descompassada não mente.

Eu estava feliz, pois você era o que eu precisava. Você me olhava ardendo.

Fomos embora separados. Eu sabia que sonharia com você, mas esse sonho foi interrompido pela sua voz macia me dizendo ao telefone que tinha pensado e não iríamos mais repetir o ocorrido do dia.

-Só posso te pedir desculpas. Mas, outra mulher não me sai da cabeça.

-Não se desculpe!-respondo-, o coração não tem dono!

Assim acaba nosso romance? Acaba comigo chorando ao lado do telefone e você nos braços de outra? Não.

Não muito tempo depois, nos encontramos. Eu esquecera minha dor completamente, mas você não saiu do meu pensamento!

Nossos olhares se cruzam e rapidamente se desviam, pois você traz sua namorada a tiracolo. Nossos amigos, percebendo a situação, tentam não nos deixar sozinhos, ou me deixar sozinha com sua namorada. Mas, eu não faria nada conscientemente para atrapalhar seu relacionamento, afinal, só quero sua felicidade. É claro, que se sua felicidade fosse ao meu lado eu iria gostar muito mais!

Mas, você não se controla e não consegue para de olhar meu decote, soa frio e eu sei que é por minha causa.

Disfarçadamente encontro seu olhar e digo que vou ao banheiro, eu sei que você vai me seguir.

Você não se preocupa em disfarçar, vai para o banheiro logo atrás de mim.

Nem me espera falar, você logo tranca a porta, me prende em seus braços, me prende na parede e nossos corpos quentes se juntam.

Sinto sua língua em minha boca, suas mãos tirando minha blusa. Você começa a ofegar como eu. Os dois sem fôlego, entregues a seus desejos mais primitivos. Eu me entrego a você sem pensar, por que te amo tanto (tanto!) e por que te quero muito! Te envolvo com minhas pernas (você me põe no colo), arranco tua camisa, arranho tuas costas. Você beija meu pescoço poque sabe que é meu ponto fraco. Te permito ir um pouco mais além, deixo sua imaginação fluir.

Sinto sua urgência em meu corpo. Eu estou gostando, é claro. Mas, paro:

-Sua namorada...

-Você sabe que eu não penso racionalmente quando estou contigo.

-Eu sei. Também não penso racionalmente quando estou contigo. Mas, isso não é justo com ela... Ou comigo!

Incrédulo, você me solta. Eu avanço e sussurro em seu ouvido:

-Fraco.

Te deixo ali sozinho e volto para a companhia de nossos amigos. Sua namorada me olha demoradamente (eu entro em pânico) e me diz:

-Eu sei! Seus olhos não traem o amor e o desejo que vocês sentem.

Ela vai embora com o orgulho ferido.

Você volta, ela sorri forçadamente e vai embora. Desesperado corre atrás dela, os olhos cheios de lágrimas. Mas, você se volta para mim e me dá o sorriso perfeito e malicioso (o sorriso que eu tanto gosto).

-Oi!-você me diz com urgência, sua voz macia ao pé do meu ouvido, me causando calafrios-E agora?

-Fraco.

Sorrio. Vou embora.


FIM


Pen. Sag



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