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Eu ria sozinha, ofegando, sem ar, mas ainda ria. Sentia meus dedos dormentes te segurando, mas ainda estava agarrada a você. Minha cabeça rodava, me sentia inebriada, mas ainda podia sugar todo seu cheiro. Os lábios inchados, vermelhos, dormentes, mas eu ainda te beijava desesperadamente. Meu corpo todo não parecia pertencer a mim, parecia flutuar, e eu ainda podia te sentir sobre mim, sua língua, sua boca, nossas carnes. Eu já não podia pensar, mas ainda podia ouvir te dizendo ‘eu te amo’ seguido da risada cafajeste que eu tanto gosto no meu ouvido, sem conseguir acreditar que eu era sua agora definitivamente, e pra sempre.
FIM
Pen. Sag
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Você chega com seu ar desleixo, de descaso. Eu olho para o lado e disfarço. Porque você me faz sentir nua. Começo a remexer na bolsa para fingir que nem te vi.
Entro no elevador, você entra junto e me provoca. Sua cara de cafajeste me atrai e você tem um cheiro tão bom. Sinto minha respiração ficar ofegante e te olho nos olhos, mas meu coração parecia bater tão forte que me mantinha grudada ao chão.
Você trava o elevador (eu sei o que vai acontecer, eu quero que aconteça!). Você se aproxima me prende na parede fria. Sua boca parecia tão segura quando se encontrou com a minha que eu senti todo o nervosismo se esvaindo.
Você me tem fácil demais. Toda vez é assim.
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Eu cheguei e você me dirigiu um olhar de fome. Nos cumprimentamos formalmente pois o recinto estava cheios com nossos amigos. Ficamos por ali um tempo mantendo certa distância sem nos dirigir diretamente a palavra. Como combinado, após um tempo eu digo que preciso usar o banheiro. Você aguarda um pouco e depois me segue
-Oi!-eu digo com urgência-E agora?
Você abre para mim o sorriso mais perfeito e malicioso (o sorriso que eu tanto gosto). Então, sem pensar, eu me atiro em seus braços que me envolvem no ato e busco tua boca. O beijo mais urgente e mais ardente já recebido. Suas mãos analisam meu corpo e então eu me entrego ao seu toque e me perco em você! "Já não tem volta!", eu penso, "eu já sou sua!"
E nós nos buscamos e consumimos com urgência. Precisávamos um do outro havia tempos!
Extasiados, voltamos para a companhia de nossos amigos, tentando disfarçar o ocorrido, mas nossos rostos e olhos nos entregam. Minha respiração descompassada não mente.
Eu estava feliz, pois você era o que eu precisava. Você me olhava ardendo.
Fomos embora separados. Eu sabia que sonharia com você, mas esse sonho foi interrompido pela sua voz macia me dizendo ao telefone que tinha pensado e não iríamos mais repetir o ocorrido do dia.
-Só posso te pedir desculpas. Mas, outra mulher não me sai da cabeça.
-Não se desculpe!-respondo-, o coração não tem dono!
Assim acaba nosso romance? Acaba comigo chorando ao lado do telefone e você nos braços de outra? Não.
Não muito tempo depois, nos encontramos. Eu esquecera minha dor completamente, mas você não saiu do meu pensamento!
Nossos olhares se cruzam e rapidamente se desviam, pois você traz sua namorada a tiracolo. Nossos amigos, percebendo a situação, tentam não nos deixar sozinhos, ou me deixar sozinha com sua namorada. Mas, eu não faria nada conscientemente para atrapalhar seu relacionamento, afinal, só quero sua felicidade. É claro, que se sua felicidade fosse ao meu lado eu iria gostar muito mais!
Mas, você não se controla e não consegue para de olhar meu decote, soa frio e eu sei que é por minha causa.
Disfarçadamente encontro seu olhar e digo que vou ao banheiro, eu sei que você vai me seguir.
Você não se preocupa em disfarçar, vai para o banheiro logo atrás de mim.
Nem me espera falar, você logo tranca a porta, me prende em seus braços, me prende na parede e nossos corpos quentes se juntam.
Sinto sua língua em minha boca, suas mãos tirando minha blusa. Você começa a ofegar como eu. Os dois sem fôlego, entregues a seus desejos mais primitivos. Eu me entrego a você sem pensar, por que te amo tanto (tanto!) e por que te quero muito! Te envolvo com minhas pernas (você me põe no colo), arranco tua camisa, arranho tuas costas. Você beija meu pescoço poque sabe que é meu ponto fraco. Te permito ir um pouco mais além, deixo sua imaginação fluir.
Sinto sua urgência em meu corpo. Eu estou gostando, é claro. Mas, paro:
-Sua namorada...
-Você sabe que eu não penso racionalmente quando estou contigo.
-Eu sei. Também não penso racionalmente quando estou contigo. Mas, isso não é justo com ela... Ou comigo!
Incrédulo, você me solta. Eu avanço e sussurro em seu ouvido:
-Fraco.
Te deixo ali sozinho e volto para a companhia de nossos amigos. Sua namorada me olha demoradamente (eu entro em pânico) e me diz:
-Eu sei! Seus olhos não traem o amor e o desejo que vocês sentem.
Ela vai embora com o orgulho ferido.
Você volta, ela sorri forçadamente e vai embora. Desesperado corre atrás dela, os olhos cheios de lágrimas. Mas, você se volta para mim e me dá o sorriso perfeito e malicioso (o sorriso que eu tanto gosto).
-Oi!-você me diz com urgência, sua voz macia ao pé do meu ouvido, me causando calafrios-E agora?
-Fraco.
Sorrio. Vou embora.
FIM
Pen. Sag
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